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Criando filhos numa redoma de vidro

No dia 16 de abril aconteceu a roda de conversa “Criando filhos numa redoma de vidro” com a presença dos pais e professores do Berçário e Educação Infantil ECCOS e com a mediação da psicóloga Maria José Lima.

Em roda, a leitura dos capítulos VIII e IX do livro “O Pequeno Príncipe”, de Antoine Saint Exupéry, despertou as experiências daquele que é responsável pelo outro: conversamos e compartilhamos as alegrias, dificuldades, frustações, intenções e desejos, ideias e ações para essa importante tarefa de criar e educar os filhos no século XXI. Estes foram alguns dos assuntos abordados:

• As crianças estão cada vez mais informadas e são incentivadas, pelos pais e pela escola, a se posicionar e argumentar. Nessa relação de diálogo, que cuidados nós pais devemos ter para não encarar nossos filhos como mini adultos?

• O tempo todo criamos expectativas em relação aos nossos filhos: Serão atletas? Seguirão tal carreira? Serão responsáveis e íntegros? Minimamente serão melhores do que nós pais?… Em que medida essas expectativas são benéficas? Como não sufocar nossos filhos com nossas expectativas?

• Soltar ou prender? Educamos para autonomia? Quando não estivermos presentes, eles irão tomar boas decisões? Na faculdade, darão conta de cuidar de sua própria roupa, de sua própria comida? O que posso fazer hoje para incentivar essa autonomia?

• Meu filho é tão esperto! Conversa, argumenta, já sabe ler, faz coisas que jamais imaginaria com tão pouca idade! Mas será que emocionalmente ele está maduro? A sociedade exige o desenvolvimento intelectual, mas estarão nossos filhos cuidados no “ser” e no “conviver”?

• Não existe receita ou fórmula mágica na criação dos filhos. Em momentos de conflito, além do diálogo e de uma escuta atenta, os pais devem ter empatia, isto é, devem dizer e demonstrar que compreendem o sentimento/reação do filho diante da circunstância causadora do conflito, mas como pessoa mais experiente da relação, os pais devem estabelecer os combinados/crenças e rotina seguida pela família e não pelo querer egoísta do filho. Esse sentimento de pertencimento à família é muito importante e deve ser cultivado.

E se pudéssemos, a roda se estenderia até o amanhecer… Pois esses momentos de diálogo coletivo nos apaziguam a alma ao reconhecermos nos outros as mesmas dificuldades; nos confortam por saber que com atitudes simples podemos recalcular a rota; nos enchem de esperança por saber que com nossa abertura para reflexão, empatia e diálogo, nossos filhos têm grande potencial de serem felizes!

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